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6 min de leitura 07 abril. 2022

[GUIA] Como separar ativos e passivos nas finanças pessoais

# G2D Investments
[GUIA] Como separar ativos e passivos nas finanças pessoais

Apesar de serem conceitos da contabilidade, os ativos e passivos também podem ser explorados dentro do planejamento financeiro pessoal. Investidores que fazem uso dessas ferramentas conseguem monitorar a saúde financeira no âmbito individual.

Sabemos que toda empresa busca lucros. Da mesma forma, investidores podem atingir bons rendimentos quando equilibram os valores que entram e os que saem de seus orçamentos.

Sendo assim, continue conosco neste artqigo e conheça dicas para aplicar esse conceito da contabilidade nas suas finanças pessoais.

Ativos e passivos: qual é a diferença?

Os ativos e passivos estão nos dois pontos opostos do fluxo monetário de uma empresa.

De um lado, ativos representam os meios de rendimento de um negócio, como bens que podem ser convertidos em dinheiro e gerar lucro. O estoque de uma empresa, por exemplo, é um ativo, já que pode ser vendido e transformado em dinheiro.

Por outro lado, os passivos correspondem às despesas do empreendimento. São todas as obrigações que uma entidade tem que cumprir, ou seja, todas saídas de dinheiro, como contas a pagar. Em outras palavras, os ativos representam os bens e os direitos de uma empresa enquanto os passivos equivalem às despesas.

Já a diferença do valor total dos ativos e dos passivos de um negócio é o que chamamos de patrimônio líquido. O patrimônio indica o capital que sócios ou acionistas possuem.

A lógica é a mesma para as pessoas físicas. Um investidor possui um conjunto de bens, direitos e obrigações, que têm algum valor financeiro, isto é, um patrimônio de ativos e passivos.

Ou seja, ativo é tudo aquilo que coloca dinheiro no seu bolso. Passivo, por outro lado, é tudo aquilo que tira dinheiro do seu bolso.

Por fim, as contas dos ativos e passivos são categorizadas em duas divisões: circulantes e não circulantes. Veja a seguir o que cada categoria significa.

Ativo circulante

Ativo circulante é tudo aquilo que uma pessoa física ou jurídica possui em um fluxo de curto prazo. São todos os bens que podem gerar lucro em um período mais breve de tempo, em menos de um ano.

Alguns exemplos de ativos circulantes na vida financeira das pessoas podem ser tributos a recuperar e dinheiro em contas bancárias. Também entram aqui as aplicações financeiras que podem ser resgatadas rapidamente, como investimentos com liquidez diária.

Ativo não-circulante

Em contrapartida, os ativos não-circulantes são as contas que registram os ativos a longo prazo. Geralmente, tais bens permanecem com o investidor por mais de um ano de atividade.

Sendo assim, imóveis, veículos e aplicações financeiras que só podem ser resgatadas depois de um ano são exemplos desse tipo de ativo. Em suma, são todos os direitos que podem se transformar em dinheiro no longo prazo.

Passivo circulante

Em seguida, vamos abordar o outro lado do espectro: os passivos. Para relembrar, pense que os passivos representam todas as suas despesas, o dinheiro que sai do seu caixa.

Nesse sentido, os passivos circulantes dizem respeito a todas as suas despesas, dívidas e obrigações financeiras. Aqui a palavra circulante é a usada novamente para dizer que o vencimento ocorre em um prazo de até um ano.

Para pessoas físicas, o passivo circulante pode ser o pagamento de contas mensais e empréstimos de curto prazo.

Passivo não-circulante

Já o passivo não-circulante engloba todas as despesas, dívidas e obrigações financeiras cujo prazo de vencimento é superior a um ano. Empréstimos bancários de longo prazo, aportes financeiros de investidores, debêntures e compras divididas em prestações acima de 12 meses são exemplos desse passivo.

A principal diferença entre ele e o circulante são os prazos de pagamento. Fora isso, a lição compartilhada entre os passivos é a mesma: controlá-los é essencial para garantir a sua saúde financeira.

Como aplicar os conceitos da contabilidade nas suas finanças pessoais?

Como observamos acima, os conceitos e técnicas da contabilidade são facilmente aplicáveis na gestão patrimonial das pessoas físicas. Administrar ativos e passivos permite a gestão do patrimônio pessoal e o controle de hábitos que propiciam a sustentabilidade financeira.

Investidores podem aplicar os conceitos da contabilidade nas suas finanças pessoais para controlar as entradas e saídas de caixa. Assim, fica mais fácil estabelecer objetivos de curto e médio prazo nas finanças. Seja qual for a meta, tais estratégias podem fortalecer a saúde financeira do investidor.

Equilibrar os ativos e passivos demonstra se os seus investimentos, hábitos financeiros e estilo de vida estão rentáveis ou não. Por isso, é importante educar-se a partir desses conceitos e realizar um bom planejamento financeiro.

Livro Pai Rico, Pai Pobre: como equilibrar ativos e passivos no planejamento financeiro pessoal

Pai Rico, Pai Pobre é um livro de autoria do investidor e escritor Robert T. Kiyosaki. Trata-se de uma das obras mais consagradas quando se fala em finanças pessoais.

No livro, Kiyosaki incentiva os leitores a educarem-se financeiramente desde cedo, inclusive a entender a diferença entre ativos e passivos. Sobre isso, o autor incentiva a parar de comprar passivos e começar a investir em ativos.

Sobretudo, um dos principais ensinamentos da obra é sobre a corrida dos ratos. A partir dela, o autor apresenta uma metodologia para equilibrar os ativos e passivos e sair do círculo vicioso de trabalho em busca de dinheiro para comprar mais bens e pagar mais contas.

Com certeza conhecemos pessoas que vivem dessa forma, certo? Esse comportamento, porém, impede o acúmulo de riqueza. Ao invés de fazer o dinheiro trabalhar para você, é você que trabalha pra ele.

É por isso que Kiyosaki aconselha a buscar formas de fazer o dinheiro trabalhar para as pessoas a partir de investimentos. Logo, sair da corrida dos ratos quanto antes.

Dessa forma, fica claro como é importante entender o mercado financeiro. Se você está lendo este artigo, certamente já começou essa jornada. Começar a construir riqueza desde cedo e continuar estudando são outros ensinamentos do livro.

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