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8 min de leitura 21 dezembro. 2021

Big Tech: por que não investir nesse tipo de negócio

# G2D Investments
Big Tech: por que não investir nesse tipo de negócio

Quando você posta uma foto na internet, faz pesquisa, manda mensagem, compra um produto ou contrata um serviço, inevitavelmente acaba usando alguma solução de uma Big Tech. 

Empresas como Amazon, Apple, Google, Facebook (agora Meta Platforms) e Microsoft estão presentes na vida de bilhões de pessoas, seja de forma direta ou indireta. Não é à toa que elas são chamadas de Big Five.

Neste texto, você entenderá melhor o que é uma big tech e conhecerá um pouco mais das cinco principais gigantes da tecnologia.

O que é big tech?

Uma big tech é uma grande empresa de tecnologia, uma companhia que domina quase completamente seu mercado. Essas organizações possuem modelos de negócio escaláveis e abrangentes, capazes de se difundir pelo mundo todo e impactar a vida de bilhões de pessoas.

Geralmente, elas se localizam no Vale do Silício – a “sede” da inovação mundial, de onde despontam soluções criativas e disruptivas, resolvendo dores que os consumidores nem sabiam que tinham.

Atualmente, a presença destas companhias em nossas vidas é inegável: dependemos delas para quase tudo: estudar, trabalhar, manter relações sociais…

Big Five: o passado e o presente das 5 principais big techs

Atualmente, há cinco gigantes que se destacam até mesmo entre as grandes. O grupo conhecido como Big Five inclui Facebook (atual Meta), Amazon, Apple, Microsoft e Alphabet (Google).

O domínio de mercado destas cinco companhias é impressionante: juntas, elas valem quase US$ 10 trilhões, conforme mostra a CNN. Se fossem um país, somente com suas receitas de 2019, as Big Five ostentariam o 18º maior PIB do mundo!

Abaixo, saiba mais sobre cada uma das Big Five:

Apple e a queda da demanda pelo iPhone

Fundada em 1976 pelos estudantes Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne em uma garagem, a companhia teve como primeira criação o Apple I. Os amigos decidiram tentar vender o projeto para as empresas Atari e HP, porém ambas negaram.

Com isso, eles decidiram produzir e vender os computadores pessoais por conta própria. Desenvolvido logo em seguida, o Apple II fez muito sucesso.

Em 2007, a Apple lançou o iPhone, atual carro-chefe da “empresa da maçã”. De acordo com dados do Visual Capitalist, hoje, mais da metade de sua receita vem do iPhone. A empresa também lucra com serviços (Apple Music, TV e Pay) e, em menor porcentagem, com o MacBook e o iPad.

Apesar de ainda ser objeto de desejo de milhões de consumidores no mundo todo, de acordo com a InfoMoney, a demanda pelo iPhone está mais fraca.

Escassez, atraso nas entregas, inflação e novas variantes do coronavírus podem ter desanimado potenciais compradores. Outro motivo citado por especialistas é a atualização modesta do modelo em relação ao anterior. Ainda assim, a Apple está perto de atingir mais de US$ 3 trilhões em valor de mercado.

Microsoft e o futuro do trabalho

Em atividade desde 1975, a Microsoft leva o título de mais antiga entre as gigantes. Fundada por Bill Gates e Paul Allen, a companhia de sistemas operacionais começou a despontar quando lançou o Windows, em 1984.

Merece destaque também a criação, ainda nos anos 90, da linha Office e do navegador Internet Explorer. Já entre seus principais produtos de hardware estão os consoles de videogame Xbox e os smartphones Microsoft Lumia.

O faturamento atual da Microsoft advém, principalmente, de serviços em nuvem, aplicativos Office e licença de sistema operacional.

Recentemente, a big tech expôs seus planos em relação ao Mesh. Segundo Satya Nadella, CEO da Microsoft, “o Mesh permite que você interaja holograficamente com outras pessoas com presença real de uma forma natural”.

O objetivo é que a plataforma possibilite que trabalhadores participem de reuniões em equipe por meio de “holoportação” fotorrealista em 3D. A ideia ainda está em fase de desenvolvimento, mas promete ser o futuro do trabalho remoto.

Facebook: acusações e mudança de nome

Com início em 2004, o Facebook é a mais jovem entre as Big Five. Ela foi criada por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz e Chris Hughes. No início, a rede era limitada ao corpo estudantil da Universidade de Harvard, onde estudavam os três amigos. Aos poucos, o projeto foi se expandindo e atualmente soma três bilhões de usuários ativos.

Entre os marcos da história do Facebook está a compra do Instagram, em 2012, e do WhatsApp, em 2014.

Em 2021, a big tech anunciou uma mudança de nome: o conglomerado que inclui as plataformas Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger agora se chama Meta. A novidade revela o mais novo foco de Zuckerberg: o metaverso, um mundo online construído por meio de tecnologias como realidade aumentada e realidade virtual.

>>> Leia mais: Como o metaverso vai mudar a sua vida

Mas a mudança de nome também pode servir para afastar a imagem da big tech de acusações judiciais. Neste ano, o Facebook foi acusado pela ex-funcionária Frances Haugen de priorizar o lucro ao invés da segurança dos usuários. Segundo o The New York Times, ela alega que os efeitos da rede social são nocivos para a sociedade, pois amplificam a polarização e o extremismo.

Quanto à receita do Meta, basicamente, ela vem de uma única fonte: 98% dela é composta pelo Facebook Ads.

Google e os avanços em Inteligência Artificial

Larry Page e Sergey Brin fundaram o Google em 1998. Inicialmente, o foco era apenas no buscador, então chamado de Backrub. Logo houve uma rápida ascensão e uma mudança de nome para Google.

A nomenclatura lembra Googol – que significa um número equivalente a um elevado a cem. Um número gigantesco que representaria o número de pesquisas que o Google seria capaz de filtrar.

É importante lembrar que o Google é parte da Alphabet, fundada em 2015, empresa-mãe que abrange todos os serviços ligados ao Google, incluindo o Android e o YouTube. Atualmente, o maior responsável pelos números impressionantes da Alphabet são os anúncios em plataformas como Google Search, Gmail e YouTube.

Entre as empreitadas atuais do Google estão os avanços em Inteligência Artificial. Um grupo de cientistas do Google Research anunciou que está trabalhando em uma IA que pode ver e ouvir ao mesmo tempo.

Isso facilitaria a análise de dados de vídeos, já que atualmente os algoritmos necessários para processar tipos de áudio são geralmente diferentes dos usados para processar vídeo.

O Google já utiliza IA nos serviços Google Assistente, Lens, Fotos, Maps, entre outros.

Amazon e o delivery com drones

Criada em 1994 por Jeff Bezos, a Amazon inicialmente focava em vendas e distribuição online de livros. A inspiração do nome é o Rio Amazonas, maior do mundo em extensão. O simbolismo é que a empresa também seria a maior do mundo em seu ramo.

Em 2006, foi criado o Amazon Web Services (serviços de armazenamento em nuvem) e o Amazon Prime (streaming). Já a assistente virtual Alexa estreou em 2014. Em 2012, a Amazon chegou ao Brasil, porém com produtos limitados. Hoje em dia, é possível encontrar de tudo no e-commerce da big tech: brinquedos, roupas, produtos para casa, eletrônicos, livros…

A receita da companhia vem majoritariamente de seu e-commerce. Taxas de serviço, lojas físicas e o Amazon Prime compõem o restante de seu faturamento.

Quando o assunto é futuro, um de seus investimentos é na rapidez das entregas. Por isso, a empresa promete a entrega por meio de drones. Os drones pousariam em frente às casas para deixar as encomendas, porém, o movimento de pouso é complicado e exige muito mais da Inteligência Artificial. Por isso, alguns especialistas afirmam que este ainda é um sonho distante.

Vale a pena investir em big techs?

Existem três principais formas de investir em big techs estando no Brasil. Você pode:

  • abrir uma conta em uma corretora nos EUA: você pode criar uma conta em corretoras estrangeiras e investir diretamente nas stocks. Os códigos são: Facebook (FB), Amazon (AMZN), Apple (AAPL), Microsoft (MSFT) e Google (GOOG).
  • investir em fundos de investimento que apliquem em big techs: confira se há alternativas de fundos assim em sua corretora.
  • investir em ETFs ligados à tecnologia no Brasil ou nos EUA: os Exchange Traded Funds são fundos negociados em bolsas. As big techs costumam representar uma parte considerável dos principais índices do mundo, como o S&P500 e o Nasdaq 100.

Como descobrir quais são as próximas big techs?

O próximo Google pode estar pertinho e você nem imagina! A G2D investe em empresas fora da bolsa de valores, selecionando aquelas que possuem alto potencial de crescimento e desenvolvem novas tecnologias para tornar o mundo melhor.

Quem investe na G2D também se torna sócio destas companhias e consegue participar de suas histórias de crescimento. Pelo menos oito delas já são unicórnios!

A G2D está ao alcance de qualquer pessoa. Basta ter uma conta em uma corretora de valores e começar a investir.

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