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6 min de leitura 07 dezembro. 2021

Como o crédito de carbono está mudando a economia

# G2D Investments
Como o crédito de carbono está mudando a economia

Preservar o meio ambiente é um assunto de importância global e o mercado de crédito de carbono é uma forma de endereçar essa questão. Além de oferecer incentivos para diminuir a emissão de gases de efeito estufa, ele é uma maneira de quantificar e monetizar esses esforços.

No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Ibope mostra que proteger o meio ambiente é prioridade para 77% dos brasileiros, mesmo às custas do crescimento econômico e da geração de empregos. Dessa forma, já existe um nível de consciência nacional sobre o assunto que não se vê em outros países.

Nos Estados Unidos, por exemplo, 73% da população entende que o aquecimento global está acontecendo. Por aqui, esse percentual sobe para 92%.

Somando essa preocupação ao fato de que temos alguns dos maiores biomas do planeta em solo nacional, o desafio é criar incentivos para preservá-los. E o crédito de carbono vai justamente nesse sentido. Vamos entender mais sobre ele a partir de agora.

O que é crédito de carbono? Como funciona?

Um crédito de carbono é uma unidade que representa a não emissão de uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases do efeito estufa. Não se trata de um ativo tangível ou real, mas de um certificado digital ou uma espécie de selo.

Funciona da seguinte maneira: quando uma empresa ou instituição reduz as suas emissões de CO2, consegue gerar créditos na mesma proporção da quantidade de substância que deixou de emitir. A partir da geração dos créditos, ela pode comercializá-los e gerar receita.

Na outra ponta, empresas que emitem CO2 além de determinada quantidade precisam comprar créditos de carbono para compensar as suas emissões. Petroleiras, mineradoras e companhias aéreas são alguns dos segmentos que mais adquirem esses certificados para compensar suas emissões.

Assim, quem emite mais CO2 compra créditos de quem emite menos. É esse o movimento de oferta e demanda por trás do mercado de créditos de carbono.

O conceito de crédito de carbono foi criado em 1997, a partir do Protocolo de Kyoto. Esse é um tratado internacional ratificado por pelo menos 55 países, que representam metade das emissões de CO2 do planeta. O documento foi formatado na cidade japonesa de Kyoto e, por isso, tem esse nome.

Qual é o valor do crédito de carbono?

O crédito de carbono é uma commodity negociada em dólares e os preços de comercialização variam dependendo do mercado em que ele é negociado. Existem dois tipos de mercado em que é possível negociar esse ativo: o mercado regulado e o mercado voluntário.

O mercado regulado é onde acontecem as transações entre empresas. Ele é intermediado por uma bolsa de valores e cada região do planeta tem as suas próprias regras. Na Bolsa de Londres, por exemplo, o preço médio do crédito de carbono no mercado futuro estava perto dos 80 euros em dezembro de 2021, segundo dados da plataforma Investing.

Já o mercado voluntário é global e oferece uma alternativa para pessoas físicas, uma vez que é possível negociar esses ativos em exchanges como Coinbase e Mercado Bitcoin, por exemplo.

A demanda aumenta à medida em que as corporações são pressionadas a cumprir metas de descarbonização ou se tornar net zero: neutras em emissões de carbono. Nesse sentido, dados do Ecosystem Marketplace estimam que o valor do mercado voluntário deve superar US$ 1 bilhão até o final de 2021.

Como vender crédito de carbono

Empresas podem adotar medidas para reduzir sua pegada ecológica. Para isso, precisam promover a absorção de dióxido de carbono por meio do plantio de árvores, por exemplo. Também podem retirar ou evitar o lançamento de gases na atmosfera. Dessa forma, a quantidade de CO2 não emitido pode virar créditos e esses podem ser comercializados.

Uma vez que existe demanda de outras instituições por esses créditos, é possível negociá-los no mercado financeiro e obter lucro na venda, o que é um incentivo para reduzir as emissões.

Além disso, quando se fala em tipos de investimento, também é uma forma de diversificar o portfólio, uma vez que a tendência é de crescimento da demanda por esse tipo de ativo.

Já para gerar e validar os créditos, é necessário procurar firmas especializadas. A Moss é uma empresa brasileira que está saindo na frente e facilitando esse processo. Entenda a seguir.

Como a Moss está revolucionando o mercado de crédito de carbono

A MOSS é uma climatech, uma startup de negócios relacionados ao meio ambiente. Ela atua na validação de créditos de carbono, garantindo sua rastreabilidade por meio de tecnologia baseada em tecnologia blockchain.

Segundo o CEO, Luis Felipe Adaime, a MOSS é como um supermercado. Ela compra crédito de carbono no atacado, direto de projetos ambientais da Amazônia. Depois, vende no varejo para pessoas físicas e empresas. A grande inovação está na tokenização do ativo, aumentando sua liquidez. Ao fazer isso, ela traz mais segurança e transparência para o processo.

Hoje, os projetos ambientais que geram os créditos validados pela MOSS estão no Brasil e no Peru. As soluções para o consumidor final são as NFTs da Amazônia e o token MCO2. Veja como eles funcionam:

NFTs da Amazônia

Uma empresa fraciona os direitos econômicos de pequenas áreas da floresta e os transfere para uma NFT, um código único em blockchain. Assim, clientes podem comprar a NFT para proteger um pedaço da floresta.

Token MCO2

O MCO2 é um token de créditos de carbono. Ele está listado globalmente em bolsas como a Gemini, Probit, Uniswap e no Brasil no Mercado Bitcoin e FlowBTC. Mais recentemente, passou a ser listado também na Coinbase, a principal exchange de criptoativos nos Estados Unidos.

Inclusive, você pode acessar a plataforma e calcular a sua pegada de carbono. Ao final, você descobre qual é a quantidade de CO2 que emite em relação ao restante do Brasil e do mundo.

Sabe o que a Moss, o Mercado Bitcoin e a Coinbase têm em comum? A G2D Investments. Somos uma empresa de venture capital que investe em startups com alto crescimento em fase pré-IPO. Estamos na B3, a bolsa de valores brasileira, sob o código de negociação (ticker) G2DI33. Ou seja: qualquer pessoa pode investir em startups com praticidade e liquidez.

E agora que você sabe o que significa crédito de carbono e como funciona esse mercado, que tal ficar por dentro das últimas novidades quando se trata de investimentos em startups? Assine a nossa newsletter e receba as atualizações direto em seu e-mail.

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