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6 min de leitura 14 julho. 2022

A polêmica do impacto ambiental de NFTs

# G2D Investments
A polêmica do impacto ambiental de NFTs

É possível ser ambientalista e artista de NFT? Essa é a pergunta que provoca discussões entre as mais famosas publicações de tecnologia e de arte da atualidade. Em lados opostos estão o impacto ambiental de NFTs e os avanços no direito à propriedade digital.

Porém, a discussão vai muito além da arte. Quando se trata da mineração de criptomoedas e da validação de transações na blockchain, é necessário ter energia e computadores potentes, o que gera um segundo problema: a quantidade de lixo produzida por componentes eletrõnicos que já não dão conta dessa demanda.

O assunto está longe de ser esgotado, mas empresas como a Moss Earth e o Mercado Bitcoin estão buscando caminhos para conciliar as tecnologias da Web3 com a preservação do meio ambiente. Confira a seguir:

O que é NFT? Qual é o seu papel na Web3?

Um NFT ou Non-Fungible Token é um código numérico com registro de transferência digital que garante que um item digital é único e pertence a um dono.

Portanto, os NFTs são uma evolução quando se trata de direito à propriedade: são eles que validam e garantem a posse no mundo digital. Eles são uma estrutura básica fundamental para o funcionamento da Web3, uma nova era da internet que tem como pilar a descentralização.

Em um mundo digital em que não há concentração em servidores, mas cada computador é responsável por manter uma parte dessa internet funcionando, os NFTs são a chave para garantir que um item pertence, de fato, a quem o produziu ou comprou.

Complementando essa ideia, a Andreessen Horowitz (a16z), uma das maiores gestoras de Venture Capital do mundo, compara a Web3 e seus NFTs a uma revolução semelhante ao direito à propriedade da terra, um conceito que surgiu no século 18 e que se tornou uma das bases da economia mundial como ela é.

Na visão da a16z, quando uma pessoa se torna reconhecidamente a dona de um determinado espaço, a tendência é que ela invista em melhorias nesse espaço. Portanto, com a Web3 garantindo a propriedade individual, uma mudança sem precedentes está para acontecer online.

Qual é o impacto ambiental de NFTs?

Como demandam acesso constante à internet e a uma fonte de energia, os NFTs estão no centro de uma polêmica: o impacto ambiental causado pela sua mineração. A discussão começou a ganhar corpo em 2020, a partir do questionamento de artistas sobre a pegada ecológica de obras de arte digitais.

A emissão de um NFT na rede Ethereum consome hoje 123,5 kilowatt/hora de energia, de acordo com o Ethereum Energy Consumption Index. Isso é equivalente ao consumo médio de uma residência nos Estados Unidos durante 4,17 dias.

A Ethereum é hoje a principal plataforma para fazer transações com NFT e demanda uma quantidade maior de energia devido aos protocolos Proof-of-Work (PoW). Na prática, significa que vários computadores precisam fazer o mesmo trabalho para validar transações.

No gráfico a seguir, é possível notar uma escalada no consumo de energia pela rede a partir de 2021. Não por acaso, esse foi o ano em que as NFTs ganharam fama e destaque globais, com a ascensão de fenômenos como os NFTs de macacos e outras experimentações.

O índice Ethereum Energy Consumption e o impacto ambiental de NFTs

O índice Ethereum Energy Consumption mostra uma escalada no consumo de energia pela rede Ethereum desde 2021, quando as NFTs começaram a ganhar mercado

O protocolo PoW faz com que a rede Ethereum consuma mais energia do que países como Ucrânia, Tailândia e Egito. Energia essa que é gerada principalmente por fontes não renováveis, como carvão e gás natural.

Uma possível solução é a mudança do PoW para o protocolo Proof-of-Stake (PoS), algo que pode reduzir drasticamente o consumo de energia da rede e, por consequência, o impacto ambiental de NFTs. Em vez de fazer tarefas duplicadas, os participantes da rede precisariam provar que têm acesso a uma certa quantidade de criptoativos para, dessa forma, serem habilitados a processar novas transações.

No entanto, não é só a mineração de Ethereum que afeta o meio ambiente. Um estudo realizado pela Universidade de Cambridge indicou que uma transação em bitcoin usa 290 quilos de CO2, o equivalente ao envio de 72 mil e-mails, 1 milhão de buscas no Google e o consumo de 120 mil horas de vídeos no YouTube.

Além disso, a energia usada em um ano de mineração de bitcoins poderia alimentar a própria Universidade de Cambridge por 682 anos.

Projetos de NFTs que buscam reduzir o impacto ambiental

Harvest, 2017

O projeto Harvest, do artista Julian Oliver, combina arte e engenharia da computação para criar uma forma ecologicamente correta de minerar criptoativos: energia eólica para alimentar os computadores que processam as transações e reduzir o impacto ambiental de NFTs emitidas.

NFTs da Amazônia, 2022

A Moss Earth, que faz parte do portfólio da G2D Investments por meio da The Craftory, lançou um projeto de conservação da floresta amazônica por meio da emissão de NFTs. O objetivo é proteger uma área de risco no Mato Grosso.

Quem adquiriu os tokens comprou um certificado digital de propriedade de um pequeno trecho da floresta, conservado por um programa que recebe parte dos recursos levantados com a venda desses ativos. Até março de 2022, o projeto arrecadou mais de R$ 1 milhão.

NFTs de Milton Nascimento, 2022

Outro projeto com participação da Moss Earth foi a compensação do impacto ambiental das NFTs do show de estreia da turnê de despedida de Milton Nascimento, em junho de 2022. Os ingressos foram vendidos por meio de NFTs com pegada compensada via MCO2, o token de créditos de carbono da Moss.

Mercado Bitcoin, 2022

Também parte do portfólio da G2D, o Mercado Bitcoin lançou no início de 2022 um projeto para apoiar a causa indígena no Brasil. Por meio da emissão de NFTs de artistas digitais, 95% da renda obtida com a venda das obras foi revertida para a vigilância do território do povo Pater Suruí, em Rondônia.

Invista no futuro da internet com a G2D

A G2D Investments é uma empresa de Venture Capital presente na bolsa de valores. Por meio do código G2DI33, qualquer pessoa pode ter acesso a um portfólio diversificado de empresas de tecnologia e consumo no século 21.

A Moss Earth faz parte do portfólio da G2D por meio da The Craftory, uma casa de investimentos especializada em negócios ligados a investimentos de impacto. A Moss é pioneira em facilitar o acesso a tecnologias que permitem a compensação de emissões de CO2 e a redução do impacto ambiental de NFTs.

A G2D também investe no Mercado Bitcoin, principal exchange brasileira de criptoativos, que está explorando a fundo as tecnologias da Web3.

Investindo com a G2D, é possível unir tecnologia de ponta e negócios voltados para os desafios ambientais e sociais dos próximos tempos. Assine a Newsletter da G2D Investments para ficar por dentro das novidades.

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