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7 min de leitura 27 janeiro. 2022

Meme stock: a revolução do investidor sardinha

# G2D Investments
Meme stock: a revolução do investidor sardinha

O que acontece quando grandes fundos de investimento começam a perder dinheiro por causa de um movimento organizado por pessoas comuns? É essa a lição que o movimento meme stock ensinou para os grandes investidores de Wall Street em janeiro de 2021.

A partir de agora, você vai entender detalhes sobre o caso GameStop (GME), a primeira meme stock a fazer barulho na bolsa de valores. Também vai entender como esse movimento aconteceu e até a sua repercussão no Brasil. Confira a partir de agora.

O que é meme stock?

Meme stock ou ação meme é o papel de uma empresa que ganha visibilidade a partir da viralização na internet. Seu código de negociação, o ticker, vira assunto nas redes sociais, especialmente em plataformas como Twitter, Facebook e Reddit. O objetivo é o aumento do preço do papel: quanto mais pessoas compram, mais o preço tende a subir.

Na plataforma Reddit, o forum r/ wallstreetbets é o mais conhecido, com participantes que usam um tom irreverente e até fora do convencional. Nele, os usuários debatem oportunidades de investimento e recomendação de ações. Há até discussões sobre como promover um papel usando o próprio dinheiro e lucrar depois com a alta da ação.

As comunidades de debate que geram as meme stocks têm terminologias próprias. Por exemplo: “diamond hands” se refere a ações que não são vendidas facilmente; “tendies” apontam lucros, uma maneira de dizer quantos tenders de galinha podem ser comprados com aquele valor. Já “to the moon” é uma forma de antecipar retornos que ficam acima da média.

O que significa investidor sardinha?

Investidor sardinha é o termo usado no mercado financeiro para apontar alguém que investe com menos dinheiro. O oposto é o investidor tubarão: alguém que consegue negociar papéis em grande quantidade e, assim, fazer o preço subir ou cair com essa movimentação.

Em janeiro de 2021, esses termos ganharam muita popularidade a partir do caso da GameStop (GME), uma rede de lojas de jogos nos Estados Unidos. Os papéis dessa empresa na bolsa americana costumavam gerar lucro para quem apostava na queda das ações usando uma operação chamada short selling.

O short selling (ou venda a descoberto) é uma estratégia de investimento na bolsa de valores na qual um investidor negocia um contrato de opções que lhe dá o direito de vender uma ação que ele não tem. Por isso, o nome descoberto.

Em uma data determinada (a data do vencimento de opções), o contrato pode ou não ser executado. Tudo depende do preço da ação atingir o valor estabelecido.

O lucro vem da seguinte forma: ao vender esse contrato, o investidor ganha um prêmio. Esse é um pagamento adiantado que reflete a diferença entre o preço atual da ação e o seu preço futuro, caso o papel atinja a cotação estabelecida no contrato.

Além disso, na data do vencimento, o investidor precisa comprar as ações diretamente no mercado para cobrir a posição. Assim, se o preço de mercado estiver mais baixo do que o preço do contrato, o investidor tem lucro comprando barato e vendendo mais caro. Ou seja, ele ganha duas vezes.

Porém, essa é uma estratégia mais arriscada e depende da volatilidade do papel. Quanto maior é a variação que seu comportamento apresenta, maior tende a ser o prêmio, pois o mercado entende que o risco é maior.

O caso GameStop e a revolução do investidor sardinha

O que aconteceu no caso GameStop foi um short squeeze, que é quando investidores apostam na queda do preço de uma ação, mas ela sobe em um movimento rápido.

Em agosto de 2020, usuários do fórum wallstreetbets começaram a postar teses de investimento explicando como as ações da companhia poderiam saltar de US$ 5 para US$ 50 por ação. Ao final daquele ano, as ações haviam valorizado quatro vezes, indo para US$ 20.

Por ter um dos maiores prêmios do mercado, as ações da GME eram alvo de short selling de grandes fundos de investimento.

Mas em janeiro de 2021, as ações dispararam para quase US$ 500 em meio à briga entre tubarões e sardinhas. Os fundos envolvidos sofreram perdas bilionárias para cobrir o prejuízo. Alguns inclusive fecharam. Já os sardinhas que compraram a ação antes do boom tiveram lucro com a alta dos papéis.

Outras meme stocks também se popularizaram. A rede de cinemas AMC e uma fabricante de smartphones viram suas ações darem um salto em movimentos parecidos. A própria GameStop levantou US$ 1,7 bilhão em 2021, com o preço médio das ações a US$ 200 em 2021.

Day traders e empresas de corretagem também conseguiram lucros altos, uma vez que quanto mais operações os investidores fazem, mais as corretoras ganham com tarifas.

Glossário meme stock

As comunidades online de meme stocks possuem vocabulário próprio. Os tópicos são normalmente em inglês, em tom informal. Confira alguns termos usados nesses fóruns:

  • monkeys (macacos): pessoas que investem no mercado de ações;
  • BTFD (buy the f***ing dip): investir em ações para o longo prazo;
  • diamond hands (mãos de diamante): manter uma ação apesar das perdas, independente do valor, esperando que ela se recupere em algum momento;
  • FOMO (Fear of Missing Out): incentivar pessoas a investirem em uma ação por medo de perder o movimento de alta;
  • hold the line (manter a linha): um incentivo para os outros não desistirem, mesmo em momentos complicados;
  • paper hands (mãos de papel): o oposto de mãos de diamante, um termo pejorativo;
  • stonks: stocks (ações) escrito de outra maneira;
  • tendies (tender de frango): refere-se aos lucros de uma ação ou a quantos tenders esse lucro pode comprar;
  • to the moon (para a lua): prever que uma ação subirá bastante;
  • YOLO (You Only Live Once): Só se vive uma vez, um incentivo para comprar meme stocks.

Oi, Cogna e IRB: as meme stocks no Brasil

Na esteira do que aconteceu nos Estados Unidos, investidores brasileiros também se empolgaram e tentaram replicar o movimento meme stock por aqui. As ações alvo foram principalmente as da Oi (OIBR3 e OIBR4), Cogna (COGN3) e IRB do Brasil (IRBR3).

Um dos bordões desse movimento é o “Conga é 15”, um trocadilho com o código da ação e o preço-alvo: R$ 15. A última vez em que a ação esteve nesse patamar foi em fevereiro de 2018. A máxima histórica está na casa do R$ 20, atingidos em setembro de 2017.

No entanto, a legislação brasileira inibe esse tipo de movimento, estabelecendo punição pelo crime de manipulação de mercado. Assim, qualquer movimento que incentive a compra de um ativo para lucrar com a alta do preço pode ser enquadrado nessa categoria.

Vale a pena investir em meme stocks?

As meme stocks representam a força de várias pessoas se unindo para abater um opositor gigante, tal como num duelo entre Davi e Golias. Para alguns especialistas, trata-se de uma forma irreverente de protesto.

Quando se fala de investimentos para o longo prazo, o dia a dia é bem mais monótono. O ideal é construir uma carteira de investimentos que respeite o seu perfil e os seus objetivos.

Também é interessante que ela seja diversificada para não ter um retorno dependente de fatores como a política e economia de um país, o aquecimento ou retração de uma indústria e assim por diante.

Nesse sentido, a G2D Investments pode ajudar você. Investimos em empresas de alto crescimento que estão fora da bolsa de valores e trazemos isso para você em forma de um papel listado na bolsa brasileira: o G2DI33.

Em nosso portfólio, temos empresas do Brasil, da Europa e do Vale do Silício, sendo que pelo menos oito delas já valem mais de US$ 1 bilhão.

Agora que você entende melhor o que significa meme stock, que tal conhecer uma estratégia de investimento inédita e inovadora no Brasil? Conheça os unicórnios G2D e veja como podemos ajudar você a investir nas melhores empresas.

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