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6 min de leitura 11 janeiro. 2022

NFT: o que é? Vale a pena investir?

# G2D Investiments
NFT: o que é? Vale a pena investir?

No mercado das NFTs, é possível comprar e vender obras de arte, memes e até mesmo tuítes. Uma obra de arte digital que faz parte da coleção CryptoPunk, por exemplo, foi vendida por US$ 11,75 milhões — mais de R$ 67 milhões. O desenho em pixels foi desenvolvido pelo Larva Labs e pelos designers John Watkinson & Matt Hall.

Essa venda significa que a imagem vai sumir da internet e ficar apenas no computador do dono? Não! A arte vai continuar rodando por aí, sendo baixada e republicada. Mas a obra original será do comprador. Após a aquisição, ele também terá um certificado digital de propriedade que garante que o desenho é realmente seu.

NFT CryptoPunk Sotheby's

A obra de arte da coleção CryptoPunk foi arrematada na famosa casa Sotheby’s

As NFTs prometem mudar a forma como lidamos com a propriedade no mundo digital. É justamente por isso que elas são uma importante estrutura quando se fala em metaverso. Quer entender a lógica por trás do mercado de NFTs? Confira a partir de agora.

O que é NFT e como funciona?

NFT é uma sigla para non-fungible token (token não-fungível). Os tokens são códigos numéricos com registro de transferência digital que garantem a autenticidade do “objeto” comprado

Um bem não-fungível é aquele que tem propriedades únicas, não há outro igual. Fica mais fácil entender quando pensamos em coisas físicas, como uma obra de arte. Pense na mais famosa pintura do mundo, a Monalisa. Existem diversas reproduções dela por aí, algumas extremamente parecidas ou idênticas. Mas não são a original, ainda que pareçam muito.

>>> Leia mais: Veja o que é tokenização e saiba como investir

O mesmo ocorre com um NFT. O produto que você comprar pode ter milhões de reproduções e cópias internet afora, mas o seu arquivo será o original. E junto dele você terá o código que garante autenticidade e exclusividade.

Outro exemplo interessante para compreender as possibilidades deste mercado é a venda do primeiro tuíte da história. O “produto” foi vendido por aproximadamente US$ 2,9 milhões.

Além de tuítes e obras de arte, memes também podem ser vendidos. A icônica foto (que virou meme) da garotinha que sorri enquanto uma casa pega fogo ao fundo foi adquirida por US$ 473 mil.

Como comprar e vender NFT?

Papel? Pix? Transferência bancária? Nada disso! As transações financeiras de NFT ocorrem através do blockchain.

Essa tecnologia permite rastrear o envio e recebimento de determinados tipos de informações. Sempre que há uma movimentação, ela fica registrada e pode ser acessada por qualquer pessoa. É o mesmo sistema que permite o funcionamento das transações com criptomoedas como o Bitcoin.

>>> Veja mais: Tudo o que você precisa saber sobre criptoativos

Como esse registro é coletivo e a posse de um NFT fica com todo o seu histórico computado, o sistema permite a confiança a respeito da autenticidade dos itens comprados.

Se a intenção é entrar nesse mercado, primeiro, você precisa escolher qual blockchain será utilizado. A criação, compra e venda de NFTs ocorre, geralmente, por meio da rede Ethereum, uma das criptomoedas mais conhecidas que existem.

Para emitir um NFT e colocá-lo no mercado, é preciso pagar uma taxa e escolher um marketplace de NFTs. Para comprar, é necessário ter Ethereums em sua carteira digital e navegar pelos marketplaces. O maior deles é o OpenSea.

Já para vender, basta adicionar suas propriedades digitais no marketplace e configurá-las para venda. Se alguém decidir comprá-las, o valor automaticamente irá para sua carteira.

Para que serve um NFT?

Basicamente, para garantir que o arquivo digital comprado é original e único. E é também por isso que valores exorbitantes podem ser pagos nas transações que envolvem NFTs. Aqui também cabe o exemplo da Monalisa: possuir o original não é o mesmo que possuir uma réplica.

É claro que nem todo mundo atribui valor à originalidade e exclusividade. Porém, assim como o mercado tradicional da arte e das grifes, o mercado de NFTs atrai muitos colecionadores e apreciadores de marcas específicas, ou seja, pessoas que estão dispostas a pagar caro por coisas originais e exclusivas.

Há, ainda, quem olhe os NFTs de uma forma bem menos artística: eles são uma oportunidade de ganhar dinheiro. Desta forma, artistas que quase nunca são remunerados com as artes digitais que produzem, podem garantir seus lucros. Do outro lado, compradores podem revender o NFT no futuro por um preço mais alto.

Vale a pena investir em NFT?

Em 2021, marcas consagradas, games desejados e artistas famosos também resolveram entrar no jogo e os NFTs viraram tendência: houve um aumento de 55% nas vendas em relação a 2020. Segundo informações do site DappRadar, os NFTs bateram um recorde entre julho e setembro: foram US$ 10,7 bilhões movimentados.

Apesar dos números empolgantes, os NFTs dividem opiniões de críticos e especialistas. Alguns investidores acreditam que eles tendem a se valorizar com a chegada do metaverso, enquanto outros defendem que, em algum momento, o mercado pode virar uma bolha financeira.

Especialistas em criptomoedas aconselham que ninguém coloque mais do que 3% do patrimônio nesses ativos. Isso porque é um mercado bastante volátil e inerentemente especulativo.

Hoje em dia, o valor é decidido pela escassez. Mas não há como saber se eles manterão esse valor com o passar do tempo.

Como o NFT está conectado ao metaverso?

O metaverso promete ser o futuro da internet. Neste mundo virtual, seria possível compartilhar espaços hiperrealistas e viver experiências completamente imersivas facilitadas por tecnologias como realidade aumentada e realidade virtual.

Nesse novo contexto, os NFTs serão bastante úteis. Isso porque um NFT pode ser qualquer coisa digital. Eles podem ser obras de arte, itens de games (skins, armas, avatares), músicas, memes, fotos… Mas também podem ser ativos do mundo real tokenizados, como imóveis, terrenos, carros, cavalos e até tênis.

Sabendo disso, a Nike anunciou a compra da RTFKT, um estúdio de colecionáveis conhecido por produzir NFTs que unem games e cultura. Marcas de luxo como Louis Vuitton, Gucci, Burberry também estão de olho no metaverso e pretendem entrar nessa através dos NFTs. E aí, preparados para comprar tênis e bolsas virtuais?

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