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5 min de leitura 21 março. 2022

Valuation post-money: o que significa?

# G2D Investments
Valuation post-money: o que significa?

No noticiário sobre investimentos em startups, valuation post-money é uma das expressões que se vê com frequência. Mas o que ela significa e qual é a diferença entre valuation pré e post-money?

Não há uma ciência exata para definir o que é um bom ou um mau negócio quando se trata de investir em startups. Mas geralmente, quanto mais uma empresa prova sua capacidade de crescer e ganhar mercado, mais ela atrai investidores.

Nesse caminho, a diferença básica entre valuation pré e post-money é o valor de uma companhia antes e depois de uma rodada de investimento. Continue conosco e entenda mais detalhes a partir de agora.

O que é valuation post-money?

Valuation post-money é o valor estimado de uma empresa após receber novos recursos, seja de financiamento externo ou rodada de investimentos. Dessa forma, tanto um empréstimo bancário quanto o aporte de um fundo de Venture Capital ou investidor-anjo podem aumentar o valuation de uma startup.

Especialmente quando as empresas são menores, há muita negociação sobre o valor justo do negócio. Costumam entrar no cálculo os bens da empresa, o potencial de lucro e receita em relação ao segmento de mercado, a tecnologia desenvolvida e qualquer outra propriedade intelectual, além do valor do próprio time que a companhia contratou.

À medida que as empresas privadas crescem, elas são mais capazes de ditar os termos de suas avaliações de rodadas de financiamento, mas nem todas as empresas chegam a esse ponto.

Qual é a diferença entre valuation pré e post-money?

O valor de uma companhia antes do aporte de novos recursos é chamado de valuation pré-money. É para esse número que os investidores olham quando estão considerando fazer aportes em uma startup.

Ou seja: a avaliação post-money é igual à avaliação pré-money, mais o valor dos novos recursos injetados em um negócio.

Saber o valuation pré-money é importante para quem faz a avaliação do investimento. Por meio desse número, fundos conseguem saber qual é a sua participação proporcional no valor total da companhia.

Para facilitar, imagine o seguinte exemplo: uma startup tem um valuation pré-money de US$ 100 milhões. Um fundo aporta US$ 25 milhões na empresa, criando um valor post-money de US$ 125 milhões.

valuation pré-money de US$ 100 milhões + aporte de US$ 25 milhões =

valuation post-money de US$ 125 milhões

Considerando os números, a participação proporcional do fundo é de 20% no valor do negócio. Caso haja uma nova rodada de investimentos, esse fundo pode escolher entre dois cenários:

  • aportar mais dinheiro e manter seus 20% de participação no negócio;
  • não investir novos recursos e ter a sua parte reduzida proporcionalmente. Essa é a chamada diluição de capital.

É por isso que, quando uma startup faz uma nova rodada de investimentos, é comum que os investidores antigos aportem mais dinheiro, de maneira a manter a sua participação no mesmo nível.

Diluição de capital: a batalha entre fundadores e investidores

Ninguém quer ver o seu capital diluído, especialmente quando investe em uma empresa privada de crescimento rápido e retorno promissor. Numa eventual saída do negócio, cada investidor precisa saber com clareza qual é a sua participação no negócio.

É por isso que, nas rodadas de investimento subsequentes, a diluição se torna um ponto cada vez mais relevante. Fundadores e investidores precisam prestar atenção para equilibrar os novos investimentos com os níveis de participação que já detêm em uma companhia.

Para quem não pode aportar mais dinheiro, há algumas alternativas que precisam ser combinadas em contrato. Algumas delas são:

  • preferências de liquidação em caso de novos aportes ou abertura de capital;
  • notas conversíveis (debêntures);
  • garantias (warrants);
  • opções de ações.

Por isso, é especialmente importante manter a organização sobre quem são os sócios de uma empresa e qual é participação de cada um no negócio. Nesse sentido, um cap table bem organizado é essencial, mas esse é um desafio para qualquer companhia de alto crescimento.

Já falamos sobre cap table por aqui, mas explicando rapidamente, trata-se de um registro de todos os sócios e suas participações em uma empresa.

Não é incomum empresas com problemas de cap table, considerando que esse registro pode ser feito até em uma planilha comum. Aliás, um cap table quebrado pode até impedir uma startup de receber novos recursos.

Quer investir em startups? A G2D pode te ajudar

A G2D Investments é uma empresa de Venture Capital com ações na bolsa de valores. Por meio de nosso papel, o G2DI33, qualquer pessoa pode investir em empresas privadas de alto crescimento com apenas uma aplicação.

Em nosso portfólio, temos startups disruptivas no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Elas atuam nos mercados de tecnologia e de consumo, trazendo soluções inovadoras e comprometidas com questões ESG.

Agora que você entende melhor o que significa valuation post-money e suas diferenças em relação ao pré-money. Que tal entender mais sobre o universo do Venture Capital e do investimento em startups? Acesse o site da G2D e veja como podemos te ajudar a investir nas empresas que estão mudando o mundo.

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